Está em desenvolvimento um estudo de modelagem da qualidade da água ao longo do Rio Jundiaí-Potengi, desde sua nascente em Cerro Corá até a foz em Natal, com o objetivo de avaliar a capacidade de suporte do corpo hídrico ao lançamento de efluentes tratados provenientes das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) operadas pela CAERN. O trabalho segue as diretrizes estabelecidas pela Resolução CONAMA nº 357/2005 e o Termo de Referência emitido pelo órgão ambiental.
A modelagem considera parâmetros essenciais como oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio (DBO), nitrogênio amoniacal, fósforo total e coliformes termotolerantes, além do Carbono Orgânico Total (COT) nos trechos estuarinos. Os modelos hidrodinâmico e de qualidade da água estão sendo calibrados com base em dados medidos in situ, contemplando maré, regime de vazões e contribuições poluidoras ao longo do trecho modelado.
As simulações visam avaliar a eficiência dos sistemas de tratamento existentes e propostos, assim como identificar alternativas para os pontos de lançamento que favoreçam melhores condições de depuração natural. Os resultados vão subsidiar decisões técnicas e ambientais para a viabilidade do lançamento de efluentes ao longo do rio. A conclusão do projeto está prevista para 2025.
Os cenários simulados representam a condição atual e futuro de operação do sistema de esgotamento sanitário, considerando as descargas das estações em atividade e os outras descargas pontuais. De modo geral, o corpo hídrico demonstrou boa capacidade de autodepuração, com zonas de mistura restritas aos pontos de lançamento e rápida recuperação da qualidade da água, mantendo concentrações dentro dos limites da Resolução CONAMA n° 357/2005.
Contudo, trechos rasos e sob forte influência de maré mostraram maior sensibilidade, principalmente no período seco, quando a menor vazão reduz a diluição e amplia as zonas de mistura. Nessas condições, fósforo, nitrogênio e coliformes apresentaram maior persistência, indicando redução na eficiência da depuração natural. Esses resultados reforçam a importância de considerar a sazonalidade climática e influência do efeito de marés para devido manejo das ETE’s para controle dos parâmetros de qualidade da água.
Modelagem Hidrodinâmica (Delft3D-FLOW)
Modelagem de Qualidade de Águas (Delft3D-WAQ)
2025
GARDEN Engenharia
Companhia de Água e Esgoto do Rio Grande do Norte (CAERN)
